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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Enigma: No Acre, marcas deixadas no solo intrigam pesquisadores

Quase todos se lembram daqueles círculos que há algum tempo surgiram em diversas plantações na Inglaterra e de outros países e que muitos até hoje acreditam serem obras feitas por seres extraterrestres. O que pouca gente sabe é que aqui no Brasil nós também temos esses sinais, mas que só agora começam a ser revelados.
Com o desmatamento das florestas, motivado principalmente pela pecuária a partir de1970, grandes estruturas geométricas, chamadas de geoglifos, começaram a ser vistas entre os rios Acre e Iquir. Nos últimos anos, com ajuda de imagens de satélites e de programas gratuitos como "Google Earth", a quantidade de estruturas vistas começou a se multiplicar de tal forma que o assunto passou a ser tema de pesquisa de diversos cientistas.

De fato, quando observadas do alto, de um avião ou satélite, as formas geométricas localizadas na fazenda Colorado e no sítio do seu Jacó, próximos à Boca do Acre (AM), não parecem feitas por seres humanos. Escavadas no solo, aparentemente em baixo relevo, elas formam quadrados, círculos e quadrados com círculos internos. Quando vistas do chão, se parecem com trincheiras.
Seu Jacó Sá, de 84 anos, proprietário de um dos sítios da região, estava certo de que as trincheiras, algumas com mais de 2 metros de profundidade, se tratavam de valas escavadas durante a Revolução Acreana, o movimento armado contra a Bolívia, que em 1903 anexou o Acre ao Brasil. Mas de acordo Marcos Vinicius Neves, arqueólogo do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural, as formas geométricas foram feitas por índios que viveram na região entre 800 e 2.500 anos atrás.

Com o objetivo de estudar mais profundamente as misteriosas marcas, Vinicius e seu colega Alceu Ranzi, paleontólogo da Universidade Federal do Acre, Ufac, foram pessoalmente ao sítio arqueológico, e com ajuda de equipamentos GPS, mediram as coordenadas geográficas de seis geoglifos. Os pesquisadores também coletaram restos de cerâmica encontrados próximos da fazenda Colorado.
As medições mostraram que as estruturas medem entre 113 a 200 metros de diâmetro, e têm entre 30 centímetros a 4,5 metros de profundidade, incluindo-se os muros externos construídos a partir da terra retirada das valetas. Esses geoglifos foram encontrados em três locais diferentes, todos restritos ao Estado do Acre.

As primeiras descobertas dessas marcas ocorreram em 1977, durante a realização do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas na Bacia Amazônica, Pro-Napaba, e só foi possível porque a área havia sido desmatada.

Datações feitas pela Universidade Federal Fluminense, em vestígios de cerâmicas encontradas na Fazenda Vaca Branca, no município de Xapuri (AC), revelou que entre 800 e 2.500 anos atrás viveu ali uma tribo indígena. Por trás dessa descoberta há muitas hipóteses, e uma delas é que esses índios tenham chegado ao Acre vindos da região boliviana de Llanos de Mojos.

Para chegar a esta conclusão, Ondemar Dias, pesquisador da mesma universidade, comparou as cerâmicas encontradas ali com peças feitas pelos nativos da região de Llanos de Mojos e encontrou muitas semelhanças entre elas. No entanto, as informações disponíveis até agora não são suficientes para determinar a função dos geoglifos. Uma das hipóteses é que podem ter sido construídos para defender os nativos das tribos rivais ou para guardar todo o húmus usado na agricultura. Outra hipótese é que eram representações míticas, pelas quais os índios acreditavam poder se comunicar com os deuses. 

Muito Trabalho

Utilidades à parte, os geoglifos impressionam pela perfeição das formas e a quantidade de pessoas que foram necessárias para desmatar a floresta e escavar a terra. "Hoje em dia um trator levaria um tempo considerável para fazer esse trabalho. Imagine naquela época, que sequer havia instrumentos de metal", diz Alceu Ranzi. A opinião é corroborada por Marcos Vinicius: "Talvez essas obras tenham levado muitos anos para ficarem prontas". 

Eram os Deuses Astronautas?

No entanto, mesmo sem terem respostas definitivas para o enigma do geoglifos acreanos, nenhum dos pesquisadores arrisca conclusões fantásticas e se recusam, por exemplo, a falar de extraterrestres como fez o cientista alemão Erich Von Daniken em seu livro "A resposta dos Deuses". Na obra, Daniken afirma que as "Linhas de Nazca", importante legado das antigas culturas pré-incas peruanas, se tratavam na realidade de sinais e pistas de aterrissagem para naves extraterrestres. 

Mais Divulgação

O assunto tem atraído a atenção de muitos cientistas de várias partes do mundo, que agendam visitas para estudar e debater o assunto. Por outro lado, Marcos e Ranzi acreditam na possibilidade dos sítios arqueológicos se tornarem uma atração turística, a exemplo do que aconteceu com as Linhas de Nazca. Segundo eles, a divulgação desses achados seria fundamental para que isso acontecesse.
Mas, por enquanto, os pesquisadores torcem para que os geoglifos continuem chamando a atenção de mais cientistas, pois só com muita pesquisa e tecnologia será possível saber exatamente por quem e para quê eles foram construídos

(APOLO11)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sobre a extinção dos dinossauros...

A crença que prevalece é de que os dinossauros desapareceram aproximadamente 65 milhões de anos atrás, depois da colisão de um asteroide contra a Terra, causando condições extremas como o desaparecimento do sol e a morte da vegetação. Mas uma equipe da Universidade de Alberta (Canadá) diz que há animais que sobreviveram mais de 700 mil anos depois do impacto.

Ao usar um novo método de datação à base de urânio (U-Pb, sigla em inglês de "uranium lead") em um fóssil de hadrossauro encontrado no Novo México, o grupo chegou à conclusão que os dinossauros não sumiram da face da Terra por causa do asteroide.

De acordo com Larry Heaman, do Departamento de Ciências Terrestres e Atmosféricas da universidade, os pesquisadores consideraram várias razões que explicariam por que o hadrossauro sobreviveu à extinção em massa de dinossauros no fim do período Cretáceo.

Heaman supõe que a vegetação não tenha sumido em algumas áreas, o que possibilitou a sobrevivência de hadrossauros, que se alimentam de plantas.

Ele também acredita que se for aplicado a nova técnica de medição nos fósseis encontrados, o meio científico pode ter que revisar a tese da extinção dos dinossauros.


Nota: Creio que será impossível, pelo menos com a tecnologia atual, por fim a essa lide. O máximo que se consegue é fortalecer duvidosas correntes criacionistas que sempre se apegam a fatos assim para a "sustentação" de suas teorias tortas...

Enéias Teles Borges

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Dinossauros: herbívoros ou carnívoros?

Dinossauros conhecidos como carnívoros ferozes eram herbívoros

A maior parte dos dinossauros terópodes, exceto pelo Tiranossauro Rex e pelo Velociráptor, era herbívora e não carnívora, como se acreditava, revelam paleontólogos americanos nesta segunda-feira. Lindsay Zanno e Peter Makovicky, do Field Museum de Chicago, concluíram com base em análises estatísticas que o regime alimentar de 90 espécies de dinossauros terópodes era constituído por plantas. Estes resultados contradizem a visão comum entre os paleontólogos de que quase todos os dinossauros terópodes caçavam para se alimentar, especialmente os antepassados mais próximos das aves.

"Grande parte dos terópodes estava claramente adaptada a uma vida de predador mas, em certo momento da evolução até as aves, estes dinossauros se tornaram herbívoros", explicou Lindsay Zanno. Os dois pesquisadores encontraram cerca de meia dúzia de traços anatômicos que, estatisticamente, ligam a maior parte dos terópodes ao comportamento herbívoro, incluindo um bico desprovido de dentes.

"Após ter estabelecido uma relação entre certas evoluções anatômicas destes dinossauros e provas diretas de hábitos alimentares, buscamos quais outras espécies de terópodes compartilhavam os mesmos traços", assinalou a paleontóloga, cujos trabalhos aparecem nos Anais da Academia Nacional de Ciências.
"Desta maneira, pudemos determinar os herbívoros e os carnívoros".

Aplicando esta análise, os pesquisadores determinaram que 44% dos terópodes, distribuídos em seis grandes linhagens, eram herbívoros.


Nota: Os cientistas tentam avançar, mas a cada dia precisam recuar em alguns pontos. Faz parte do saber admitir mudanças, mas isso tudo traz um pouco de insegurança. Que certeza temos hoje do que virá amanhã? Será mantido o que se sabe hoje?

Enéias Teles Borges