quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um dia de merda

Aeroporto Santos Dumont, 15:30. Senti um pequeno mal estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão." Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo ." O avião só sairia as 16:30.

Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto. Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil, falei: "Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro". Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda.

O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: "Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido à obras na pista".

Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento. Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele . E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado. Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que da vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, a situação tava tensa.

Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei sério: " Cara, caguei." Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou - me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. " Que se dane, me limpo no aeroporto " - pensei. "Pior que isso não fico."

Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que e lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés. E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar, afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado.

Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pelos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei a falta de papel higiênico em todos os cinco. Olhei para cima e blasfemei: "Agora chega, né?"

Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço ) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.

Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o " check-in " e ia correndo tentar segurar o vôo . Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte . Ele tinha despachado a mala com roupas . Na mala de mão só tinha um pulôver de gola "V". A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.

Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnifica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar.

Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calcas do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola "V", sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde. Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando " O RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO" e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria.

A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: " Nada, obrigado. Eu só queria esquecer este dia de merda!!!"

Autor: Luiz Fernando Veríssimo
 
Nota: Quem já passou por algo parecido?
 
Enéias Teles Borges

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Dinossauros: herbívoros ou carnívoros?

Dinossauros conhecidos como carnívoros ferozes eram herbívoros

A maior parte dos dinossauros terópodes, exceto pelo Tiranossauro Rex e pelo Velociráptor, era herbívora e não carnívora, como se acreditava, revelam paleontólogos americanos nesta segunda-feira. Lindsay Zanno e Peter Makovicky, do Field Museum de Chicago, concluíram com base em análises estatísticas que o regime alimentar de 90 espécies de dinossauros terópodes era constituído por plantas. Estes resultados contradizem a visão comum entre os paleontólogos de que quase todos os dinossauros terópodes caçavam para se alimentar, especialmente os antepassados mais próximos das aves.

"Grande parte dos terópodes estava claramente adaptada a uma vida de predador mas, em certo momento da evolução até as aves, estes dinossauros se tornaram herbívoros", explicou Lindsay Zanno. Os dois pesquisadores encontraram cerca de meia dúzia de traços anatômicos que, estatisticamente, ligam a maior parte dos terópodes ao comportamento herbívoro, incluindo um bico desprovido de dentes.

"Após ter estabelecido uma relação entre certas evoluções anatômicas destes dinossauros e provas diretas de hábitos alimentares, buscamos quais outras espécies de terópodes compartilhavam os mesmos traços", assinalou a paleontóloga, cujos trabalhos aparecem nos Anais da Academia Nacional de Ciências.
"Desta maneira, pudemos determinar os herbívoros e os carnívoros".

Aplicando esta análise, os pesquisadores determinaram que 44% dos terópodes, distribuídos em seis grandes linhagens, eram herbívoros.


Nota: Os cientistas tentam avançar, mas a cada dia precisam recuar em alguns pontos. Faz parte do saber admitir mudanças, mas isso tudo traz um pouco de insegurança. Que certeza temos hoje do que virá amanhã? Será mantido o que se sabe hoje?

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ciência do sex appeal

Quer saber a diferença entre homens e mulheres? O que fazem para chamar a atenção? O que os homens buscam nas mulheres? O que as mulheres buscam nos homens?

Não deixe de ver o vídeo, seguindo link: Universo Online.

Enéias Teles Borges

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Aborto no contexto político

O assunto aborto vai e volta com novas nuances. Minha postura é definida. Sou contra o aborto, salvo nas condições previstas em Lei.

Cabral: Quem não teve 'namoradinha' que já fez aborto?

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), fez um comentário polêmico hoje ao falar sobre o aborto a empresários em São Paulo. Ele questionou os presentes sobre quem já teria recorrido ao procedimento por conta de uma gravidez indesejada de uma namorada. "Quem aqui não teve uma namoradinha que teve de abortar?", perguntou Cabral, ressaltando, em seguida, que esse não era o caso dele. "Fiz vasectomia e sou muito bem casado", disse, durante o Exame Fórum - Rio de Janeiro - Oportunidades de Investimentos e Negócios.

"Me refiro a diversas pessoas que tiveram namoradas que engravidaram e que foram abortar em clínicas clandestinas", afirmou o peemedebista, ao ser questionado por jornalistas. "Isso é a vida como ela é. Só que o sujeito que é de classe média alta tem uma clínica de aborto clandestina em melhores situações, mas mesmo essa não passa por nenhum controle de vigilância sanitária, médica. As autoridades médicas não têm no seu prontuário: 'Fui visitar a clínica de aborto da Rua Dona Mariana, por exemplo'", afirmou.

"O que eu quero dizer é que há uma hipocrisia no Brasil. Esse tema foi muito mal discutido na campanha eleitoral. As pessoas já conhecem minha opinião", afirmou ele, para então repetir o discurso da presidente eleita, Dilma Rousseff, sobre o aborto durante a campanha eleitoral.

"Ninguém é a favor do aborto. Você é a favor do direito da mulher recorrer no serviço público de saúde a uma interrupção de gravidez. Imagina, quem é a favor do aborto? Ninguém é a favor do aborto, não imagino que tenha uma mulher e um homem no mundo favorável ao aborto", afirmou. "Mas uma coisa é uma mulher, por alguma necessidade, física ou psicológica, psiquiátrica, orgânica, desejar interromper uma gravidez."

Legislação

Cabral disse ser favorável a uma revisão na legislação para ampliar os casos em que o aborto é permitido. Na avaliação dele, as mulheres precisam ser ouvidas e devem participar ativamente do debate. Pela lei atual, o aborto só pode ser feito por mulheres que engravidaram por meio de estupro ou quando a gravidez oferece risco de morte à mãe. "Vamos discutir com a classe médica e as mulheres. Mas tem de ser ampliado. Do jeito que está, está errado, falso, mentiroso, hipócrita. Isso é uma vergonha para o Brasil", avaliou.

O governador do Rio citou exemplos de países em que a religião também possui peso, mas que têm uma legislação mais flexível, como Espanha, Portugal, Itália, França, Estados Unidos e Reino Unido. "Será que esses países gostam menos da vida do que nós? Será que o povo inglês, francês, italiano, português, gosta menos da vida do que o povo brasileiro. Esse é o ponto."

Polêmica

Não é a primeira vez que Cabral entra em polêmica ao falar sobre o tema. Em 2007 ele defendeu a legalização do aborto como uma forma de reduzir a violência. Na época, citou uma pesquisa da década de 1970 que relacionava taxas de natalidade, pobreza e violência.

"Hoje, no Rio, em áreas mais nobres, como na Tijuca, se encontram taxas de natalidade de países civilizados, desenvolvidos, onde as pessoas têm consciência. Infelizmente, nas comunidades mais carentes daqui, as mulheres não têm orientação do governo sobre planejamento familiar e têm taxas equivalentes aos países mais atrasados da África. Tem tudo a ver com violência. Isso é uma fábrica de produzir marginal", declarou, na época.

Enéias Teles Borges

Criacionismo: em seis dias...

Este é um livro que, desde há cerca de 10 anos, estava sendo traduzido e editorado para ser impresso na primeira ocasião em que a SCB dispusesse de recursos suficientes para a sua publicação. Seu autor é o Dr. John F. Ashton, criacionista australiano com quem os Editores mantiveram contato em congresso realizado na Austrália no ano 2000, e que gentilmente concedeu à SCB os direitos autorais para a publicação desse seu livro.

A tradução para o Português deste livro de autoria de John F. Ashton, originalmente publicado na Austrália em Inglês, foi efetuada pela Profa. Ieda C. Tetzke, e a revisão final procedida por uma equipe coordenada pela Sociedade Criacionista Brasileira, contando com a colaboração técnica dos Professores Mestres e Doutores Eduardo Ferreira Lütz, Nahor Neves de Souza Júnior, Queila de Souza Garcia, Tarcísio da Silva Vieira, Urias Echterhoff Takatohi e Wellington dos Santos Silva. A todas essas pessoas a SCB apresenta seus agradecimentos pela preciosa colaboração.

Foram inseridas nesta edição do livro várias ilustrações pertinentes, e sem dúvida ele será de leitura agradável e muito interessante por narrar a experiência pessoal de 50 cientistas que aceitaram a Criação da forma como ela é apresentada na Bíblia.

Por que alguns homens de ciência, muito bem preparados, ainda acreditam na Criação? Por que preferiram não acreditar na evolução darwinista ou mesmo na evolução teísta, na qual uma inteligência todo-poderosa é vista como direcionando os processos evolutivos? Poderiam cientistas acreditar que a vida na Terra tem provavelmente menos de 10.000 anos de idade? Como eles lidariam com as evidências do registro fóssil e as eras sugeridas pela datação radiométrica de rochas que contariam milhões ou bilhões de anos?

Os ensaios apresentados nesse livro levantam questões que são debatidas acaloradamente entre cientistas e educadores, e oferecem uma perspectiva diferente em nossa abordagem para a educação científica. No livro, 50 cientistas explicam suas razões para a escolha dessa perspectiva criacionista. Todos eles têm doutorado obtido em universidades públicas de prestígio na Austrália, EUA, Reino Unido, Canadá, África do Sul ou Alemanha. São professores universitários e pesquisadores, geólogos, zoólogos, biólogos, botânicos, físicos, químicos, matemáticos, pesquisadores biomédicos e engenheiros.

Pela primeira vez todas essas áreas estão sendo cobertas simultaneamente em uma só publicação com os testemunhos pessoais de cientistas criacionistas.
 
 
Enéias Teles Borges

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O salário do professor e a qualidade do ensino

O que surte melhor efeito no Brasil: melhor salário para o professor ou a classe com menos alunos?

O PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2009, divulgado na semana passada pela OCDE (Organização para a Cooperação Econômica Europeia), chegou à conclusão, depois da análise dos resultados, que sistemas considerados de sucesso gastam muito dinheiro em educação e tendem a priorizar o salário docente à formação de classes menores.

Nota: É triste comprovar que uma das profissões mais importantes do mundo não é remunerada na mesma proporção de sua importância. Quando o Brasil outorgará valores aos que mais merecem?

Notícia completa: Universo Online.

Enéias Teles Borges

sábado, 11 de dezembro de 2010

Prisão de um falso pastor...

Existem falsos pastores, que conduzem os fiéis rumo ao abismo. Existem falsos pastores cujas obras deveriam conduzi-los à aplicação, pela Justiça, do artigo 171 do Código Penal Brasileiro, que trata do estelionato. A imprensa registra, afinal, um caso em que o estelionatário da fé foi alcançado pelas longas mãos da Lei... (Enéias Teles Borges)

Falso pastor que fundou mais de 140 igrejas pelo Brasil é preso em São Borja (RS)

Um total de 146 igrejas evangélicas fundadas até 2007, um veículo furtado e um volume ainda não contabilizado de bens e dinheiro arrecadados em golpes. Essa é a ficha criminal resumida de Sabino Saldanha, 51, que seria natural de Soledade (RS). A Polícia Federal e a Brigada Militar de São Borja (560 km de Porto Alegre) ainda não conseguiram checar de qual cidade, afinal, é o suspeito de estelionato, já que ao menos quatro carteiras de identidade falsas foram encontradas no momento da prisão em flagrante.

Saldanha – que, em São Borja, se apresentava como pastor Laércio Alves da Silva– foi preso na noite de quinta (9) no município gaúcho. A prisão aconteceu em um galpão onde ele se preparava para ministrar aulas e após dias de monitoramento de suas atividades. O falso pastor foi encaminhado ao presídio estadual de São Borja.

A prisão foi efetuada pela Brigada Militar. Segundo o chefe do setor de Inteligência da corporação, sargento Gibi Coski, o falso pastor foi encontrado graças a uma denúncia anônima. “A partir daí, começamos a pesquisar na internet e vimos que ele tinha mandados de busca no Tocantins, em Rondônia e em São Paulo."

A busca online ainda auxiliou a Brigada em mais duas descobertas: a de um veículo Gol encontrado no galpão onde aconteceu o flagrante –o carro, segundo a polícia, consta como furtado no Paraná– e de vários documentos das igrejas que foram fundadas por ele.

“Pelo que apuramos até o momento, os mandados eram de três Estados, mas ele teve problemas de apropriação indébita e estelionato também no Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo. Não param de ligar pessoas que foram fiadoras dele nesses Estados e que tomaram calote”, contou o policial.

Os golpes variavam do requerimento de doação de áreas para construção de igrejas e de centros de recuperação de dependentes químicos, que nunca foram construídos, a bingos e outros tipos de captação para projetos. As terras doadas, por exemplo, eram vendidas sem qualquer interesse assistencial. A PF confirmou que um inquérito para apurar os crimes foi instaurado.